quinta-feira, 15 de abril de 2010

Distrito Industrial de Guaíba

     No dia 29 de março, foi difundido, com grande repercussão, um decreto da Senhora Governadora:

     “Guaíba - A governadora Yeda Crusius assina, nesta segunda-feira, 29 de março 2010 um decreto que transforma o terreno onde se instalaria a Ford em Distrito Industrial de Guaíba. Ela também fará o anúncio dos seis primeiros grandes investimentos para o distrito.

     Segundo informações do Governo do Estado, o local se transformará em um pólo industrial para incentivar o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Os empreendimentos, que totalizam cerca de R$ 700 milhões, irão gerar mais de 1,8 mil empregos para a região, contando com incentivos do Fundo Operação Empresa”.

     O anúncio do referido decreto aumentou nossa preocupação, já que temos hoje um fluxo de 38 mil veículos/dia, e com a instalação de mais seis empresas certamente teremos um aumento considerável de veículos pesados transportando a matéria-prima para a industrialização dos produtos. Analisando o fluxo de veículos que circulam ao dia, estimamos que no ano de 2012 sejam de 40 a 45 mil veículos/dia trafegando no gargalo da Ponte do Guaíba.

     A cada acidente ocorrido em uma das BR’s 116/290, os moradores da metade sul ficam sujeitos a congestionamentos de até 9 km. Frequentemente enviamos materiais jornalísticos com o intuito de divulgar a preocupação da metade do Estado, por que, todos estão cientes de que a qualquer momento teremos um apagão rodoviário.

     No caso de impossibilidade de trafegabilidade nas BR’s, moradores de Guaíba e Eldorado do Sul terão que percorrer 328 km para chegar a Capital, através de: Arroio dos Ratos—Butiá—Minas do Leão—Pântano Grande— Rio Pardo—Santa Cruz do Sul—Venâncio Aires—Tabaí—Canoas—Porto Alegre. Há a possibilidade de realizar o trajeto pela balsa de São Jerônimo, mais como passar 38 mil veículos numa balsa que transporta 30 carros por vez?

     E o temor maior do Movimento é que aconteça fato semelhante ao ocorrido na Ponte sobre o Rio Jacuí, na cidade de Agudo. No dia 15 de abril completaram 100 dias que a referida ponte foi tragada pelas águas, e não foi instalada, ainda, sequer uma balsa.

     Se tal fato tivesse acontecido na Ponte do Guaíba, transtornos e prejuísos que hoje são de 150 milhões, ultrapassariam os 2 bilhões de reais, além do necessário acréscimo de mais de 2000 carretas trafegando diariamente entre a Braskem e o Porto de Rio Grande. Por outro lado, conforme informações da Direção da Petrobrás/RS, neste caso, estaria comprometido o abastecimento de gás de cozinha, pois, para suprir o Estado o transporte deverá ser realizado através de carretas.

     Agora surgem matérias referentes à duplicação da BR 116, de Eldorado do Sul à Pelotas, mas de que irá valer se o gargalo continuará na Ponte do Guaíba? Acreditamos que antes dos interesses políticos deva existir a sensibilidade de reconhecer a necessidade da população, e os anúncios precisam ser divulgados somente após estudos técnicos. A BR 116, vai parar antes de começar, pois ninguém falou nas terras indígenas que existem nas margens dos trechos compreendidos entre Guaíba a Pelotas.

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  Cinquentenária Ponte do Guaíba
     No dia 28 de dezembro de 1958 foi aberta para a circulação de veículos a Travessia Régis Bitencourt. A via de 1,1km de extensão liga a região sul à região norte do Estado, possuí um vão móvel que eleva um trecho de 58 metros de pista e 400 toneladas de peso a uma altura de 24 metros, para possibilitar a passagem de navios.
     Com um histórico de muitos prestimosos ao Rio Grande do Sul a Ponte do Guaíba já está sobrecarregada de trabalho com um fluxo diário de 46.548 veículos automotores. Devido  aos três abalroamentos, está com sua estrutura bastante desgastada e vida útil reduzida.
     A Ponte não satisfaz sozinha as necessidades do Estado, ela precisa de uma parceira para dividir tamanha responsabilidade.
Acidentes Ponte do Guaiba
     Nós do Movimento Ponte do Guaiba temos imensa preocupação com a fragilidade da Ponte Móvel do Guaiba que foi construída em 1958, e já teve pelo menos oito grandes paralizações nos últimos 11 anos:
     Enfatizamos ainda que depois que um barco bateu na parte móvel da ponte, no dia 30 de abril de 2008, a situação ficou ainda mais precária.
  • 01 de setembro de 1999 - a queima de um motor do vão móvel o deixou preso a uma altura de 18m, problema que imobilizou o tráfego da cidade por quatro horas.
  • 21 de fevereiro de 2000 – Menos de um mês depois da conclusão da reforma no sistema de içamento da ponte, uma folga em um dos 16 cabos causou a paralisação da estrutura. A travessia ficou impedida por 50 minutos. A pane provocou engarrafamento na Capital.
  • 22 de abril de 2003 – A queima de um fusível causou pane na ponte durante a manhã, provocando a interrupção do trânsito no local por quase uma hora e engarrafamentos em três pontos na cidade. A peça, integrante de um dos motores de içamento, estragou durante a passagem de um navio, impedindo que o vão móvel baixasse novamente. O congestionamento se formou nos dois lados da BR-290 e na Avenida Castelo Branco.
  • 16 de setembro de 2004 – Um curto-circuito voltou a paralisar a ponte por mais de três horas,provocando congestionamentos de 15 quilômetros, imobilizando parte da Região Metropolitana durante a tarde. Içado às 14h para a passagem de uma embarcação, o vão móvel emperrou quando estava levantado.
  • 30 de abril de 2008 – uma embarcação bateu na parte inferior central do vão móvel, houve empenamento da viga principal do vão entre outros danos, como nos eixos que enrolam os cabos no içamento.
  • 13 de junho de 2008 – Uma peça desprendida da ponte provocou congestionamento na entrada de Porto Alegre durante a manhã. O objeto era uma placa de metal no vão móvel que estava solta e acabou sendo arrancada pela passagem dos veículos.
  • 30 de dezembro de 2008 – Após o içamento para a passagem de dois navios, a plataforma ficou trancada a 19 metros de altura, entre 14h10min e 15h20min. Segundo a Concepa, a engrenagem de uma das torres trancou, provocando uma fissura no sistema mecânico.
  • 12 de abril de 2009 – Uma pane mecânica no vão móvel impediu o nivelamento da pista e paralisou o trânsito na BR-290 pela manhã, causando um congestionamento de cerca de 800 metros na rodovia. O tempo entre içamento e resolução do entrave provocou espera de cerca de 30 minutos.
  • 22 de abril de 2010 Uma chapa de aço se soltou do vão móvel, obrigando a Concepa a bloquear a passagem. Às 7h30min do dia 22, o problema tomou proporções gigantescas. O estreitamento de pista se prolongou por 10 horas, obrigando motoristas a enfrentar congestionamento de sete quilômetros no sentido Interior-Capital.
  • 30 de julho de 2010 - dois parafusos foram responsáveis pela quebra do mancal da ponte, deixando a ponte içada a uma altura de 23 metros por quase 3 horas,  uma mulher em trabalho de parto teve que ser removida para o hospital em um helicóptero da PRF que pousou na Freeway.A aeronave também removeu outras duas pessoas que precisavam fazer hemodiálise e uma quarta, que apresentava traumatismo craniano.
Prefeitos Visitam Braskem
   No dia 26 de maio de 2010, o Prefeito de Arroio dos Ratos José Helio Rodrigues, o Prefeito de Guaíba Henrique Tavares e o Secretario de Governo de Guaíba Beto Scalco, com Luiz Domingues e Alessandra Melnek, representando o Movimento Ponte do Guaíba, se reuniram com o Gerente de Relações Institucionais da Braskem, João Ruy Dornelles Freire.
     Na oportunidade O Líder do Movimento Luiz Domingues agradeceu pelo apoio desde o inicio da busca pela construção da Ponte Alternativa sobre o Lago do Guaíba, a qual trará igualdade à região Sul, permitindo que tenhamos os mesmos direitos de desenvolvimento e nos dando oportunidade de angariar verbas da Copa para as bem feitorias aos municípios do lado de cá do Rio.
     João Ruy Freire, mais uma vez prontificou-se em ajudar no que estiver ao alcance da Braskem e manifestou a satisfação de receber os Senhores Prefeitos.
     Referente as tratativas no que se referiu a desenvolvimento da região sul Freire disse estar muito agradecido pelos honrados convites para visitar os municípios de Guaíba e Arroio dos Ratos e disse que existem três grande empresas que estarão nos próximos meses procurando um municípios para instalar-se com o objetivo de usar a matéria prima produzida pela Braskem.
Movimento Ponte do Guaíba ainda mais forte
Na tarde de ontem, Geraldo Correa Vice Presidente da RBS/RS e Marcelo Rech Diretor Editorial do Grupo RBS, receberam o Movimento Ponte do Guaíba e Prefeitos da Região Carbonífera e Costa Doce. Na oportunidade foi feita uma explanação da fragilidade da cinqüentenária Ponte do Guaíba.
Os prefeitos manifestaram preocupação com a perda de empresas que não se instalaram em seus municípios em consequência dos prejuízos, devido ao tempo perdido nos içamentos do vão móvel da Ponte. Também mostraram preocupação com a possibilidade de ficar fora dos benefícios financeiros que a Copa do Mundo de 2014 trará.
A diretoria da RBS é solidaria na busca da construção da Ponte Alternativa e dará total cobertura jornalística até a execução da obra da Segunda Ponte do Guaíba.
Participaram: Prefeito Henrique Tavares, da cidade de Guaíba; o Prefeito José Hélio Rodrigues de Arroio dos Ratos, os Vices prefeitos Julio Cesar Lammel de Cristal e João Carlos Vieira de Eldorado do Sul. O Movimento Ponte do Guaíba: A Vida e o Progresso Vêm Primeiro foi representado pelo Presidente Sérgio Luiz Costa; Vice Presidente e Líder Luiz Domingues e a Secretaria Alessandra Melnek.

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Riscos de Apagãos
O apagão no fornecimento de energia na Região Sudeste é fenômeno que pode se repetir em outras áreas, como o abastecimento de gás de cozinha em Porto Alegre, caso o tempo de içamento da ponte do Guaíba ultrapasse cinco dias. Não se trata de alarmismo, mas de necessária precaução. Isso justifica o interesse da Petrobras e da Braskem em nova alternativa à travessia no Guaíba para acesso à Zona Sul e à Região Metropolitana. Se considerar os eventos esportivos internacionais, como a Copa de 2014, inadiável se torna o projeto da segunda ponte.      
Riscos 2
O Dnit promete, para a próxima semana, lançar o edital para o estudo de viabilidade econômica e traçado da nova ponte, informa à coluna Luiz Domingues, do Movimento Ponte do Guaíba. José Sperotto lidera frente parlamentar da Assembleia com o mesmo objetivo.
Riscos 3
O senador Sérgio Zambiasi (PTB), no Congresso, tem chamado atenção para o risco de desabastecimento de gás na Região Metropolitana, caso o tempo de içamento da ponte seja superior a cinco dias. A mobilidade também estará comprometida, registra Zambiasi.
Matéria Publicada na Zero Hora
12 /11/2009 - N° 16153 
 Ana Amélia Lemos
A Ponte do Espanto I
O Dnit estaria pretendendo fazer a nova ponte sobre o Guaíba – quando e se Deus quiser – com recursos do governo. Vamos esperar comodamente sentados. Enquanto isso, a Concepa se compromete a entregá-la até 2013, querendo em troca a ampliação do prazo da concessão, mas sem aumento no pedágio na BR-290. Isso é palavrão em Brasília. Se não for a Concepa, outra tomará seu lugar, ora.
A ponte do espanto II
A obra é vital porque o vão móvel está pela bola sete e porque o congestionamento que se verifica hoje na BR-116 irá todo para a avenida Castelo Branco e trevos de acesso da ponte atual quando a Rodovia do Parque estiver pronta. É a transferência do “fusível” da BR-116, segundo o presidente da Concepa, Odenir Sanches. Por que aqui tudo tem que ser sempre tão difícil?
Matéria publicada no
Jornal do Comércio 18/01/2010 Coluna Fernando Albrecht
Projeto de Viabilidade
No dia 13 de janeiro de 2010, o Movimento Ponte do Guaíba: a vida e o Progresso vêm Primeiro  - representado por Luiz Domingues, Líder e Vice Presidente e Alessandra Melnek, Secretária - acompanhou a entrega dos envelopes das empresas concorrentes a execução do Estudo de Viabilidade Técnico Economico Ambiental (EVTEA) e Traçado da Segunda  Ponte do Guaíba.                     As empresas concorrentes: Ecoplan Engenharia Ltda, representada por seu Procurador Elias Drasnim;
Strada Engenharia Ltda, representada por seu Procurador Thiago Gontijo;
Enecon S.A Engenheiros e Economistas Ltda, representada por seu procurador Marcelo R. Menezes;
Engemin Engenharia e Geologia Ltda, representada por seu Procurador Celito Manuel Brugnara.
A empresa vencedora da Licitação foi a Ecoplan Engenharia Ltda, mas até o dia 20/07/2011, o DNIT não entregou o EVETEA ao Ministério dos Transportes. 
Mobilização
No dia 10 de agosto de 2008 , o Senador Sérgio Zambiasi e o Movimento Ponte do Guaiba - representado por Sérgio Costa, Presidente, Luiz Domingues Vice-presidente e Líder e Alessandra Melnek, Secretária do Movimento - se reuniram com Martim Klemann e Paulo Norberto Mattos da Silva Supervisores  da Petrobrás -Terminal de Canoas .
Foi informado ao Senador e a Diretoria do Movimento  que se por 15 dias a ponte não puder ser içada a Capital e a Grande Porto Alegre ficarão sem o gás de cozinha e se esta situação se prolongar por 25 dias o Estado do Rio Grande do Sul ficará sem o gás de cozinha. Teriam de vir carretas com gás de Curitiba para abastecer o Estado.
Copesul
Em reunião com a Gerente de Planejamento e Logística da Copesul Maria Inês Führ ,O Movimento Ponte do Guaíba foi informado que para o caso da Ponte Getúlio Vargas permanecer inoperante para içamento, a estimativa de perda para um período de 5 dias contínuos é de R$ 1.700.000,00. Se for um período maior que 10 dias as perdas aumentam exponencialmente.
Esta estimativa considera uma interrupção de médio prazo “não programada” e não avalia o impacto na imagem da empresa pelo atraso ou impossibilidade de cumprimento de seus contratos com clientes, que certamente ocorrerá.
ANTT
O Movimento Ponte do Guaíba representado por seu Presidente Sérgio Costa, Vice Presidente Luiz Domingues e Secretária Alessandra Melnek apresentou no dia 11 de abril de 2007 manifesto da Região Sul do Rio Grande do Sul por uma Segunda Ponte no Guaíba.
Estiveram Presentes o Deputado Federal Germano Bonow, o Coordenador da Frente Parlamentar Pró Ponte do Guaíba na Assembléia Legislativa José Sperotto, o Prefeito de Eldorado do Sul Ernani Gonçalves.
Ministério dos Transportes
Buscando viabilizar a Construção da Segunda Ponte no Guaíba, o Movimento Ponte do Guaíba esteve por duas vezes com o Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento:
No dia 22 de maio de 2007, o Movimento levou ao Ministro oficios dos Prefeitos, Vereadores, Empresarios e Deputados solicitando a Construção de uma Segunda Ponte, concordando com a execução, inclusive, através da Iniciativa Privada, desde que, não houvesse aumento na tarifa do pedágio ou fosse aberta uma nova praça de arrecadação. Utilizando o aumento do prazo de concessão para amortizar os investimentos.
 No dia 29 de maio de 2008, o Movimento solicitou que fossem realizados os Estudos de Impacto Economico e Ambiental (EVETEA). O que foi liberado apenas em fevereiro de 2010, depois de muita pressão da sociedade civil organizada
 O Vice-Presidente e Líder do Movimento Luiz Domingues, descreveu ao Ministro a fragilidade da cinquentenária Ponte do Guaíba, devido aos abalroamentos de navios, sendo o último no dia 30 de abril que atingiu direto a parte móvel da Ponte, diminuindo significativamente sua vida útil.
Prefeitos apóiam o Movimento Ponte do Guaíba
Prefeitos da AMVARP - Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo entregaram moção de apoio ao Movimento Ponte do Guaíba, na busca de uma Nova Ponte. A manifestação foi no dia 22 de março de 2007 durante a reunião da AMVARP em Santa Cruz do Sul.
O Movimento Ponte do Guaíba tem documento de  apoio da ASMURC - Associação dos Municiapios da Região Carbonífera e ACENSUL - Associação dos Municipios da Região Centro-Sul.